O termo lo-fi se popularizou nos anos 1990, associado a trabalhos de artistas do meio alternativo que alcançaram grande projeção no cenário musical, como Pavement, Guided by Voices, Beck e Sebadoh.
Abreviação de low fidelity (baixa fidelidade), o lo-fi remete a produções caseiras com distorções e ruídos de fundo, oriundos principalmente da limitação de equipamentos. Esse aspecto contrasta propositalmente com as grandes produções da música pop. O estilo se encaixa perfeitamente na cultura do "faça você mesmo" (DIY), de artistas que produziam seus próprios discos e contavam com o apoio de fanzines para a divulgação.
Embora o termo remeta aos anos 1990, as gravações caseiras já haviam se estabelecido nos anos 1960. Os álbuns Smiley Smile (1967), Wild Honey (1967) e Friends (1968), dos Beach Boys, por exemplo, foram gravados majoritariamente no estúdio caseiro de Brian Wilson.
Nos anos 1980, o DJ americano William Berger começou a popularizar o termo ao tocar músicas de artistas independentes e obscuros, gravadas em fitas cassete, em seu programa na rádio WFMU. Ainda nessa década, destacam-se nomes como Daniel Johnston e Beat Happening como pilares do indie lo-fi.
Vale ressaltar que o lo-fi nem sempre é fruto de limitações tecnológicas. Muitas vezes, trata-se de uma escolha estética do artista em busca de um som cru, natural e orgânico, evitando o artificialismo da produção pop moderna.



