O termo que batizou o movimento "faça você mesmo" (DIY) e deu origem a um dos subgêneros mais agressivos e viscerais do rock tem, historicamente, sua origem entre os séculos XVI e XVII, na Inglaterra. A palavra punk era utilizada como gíria para designar uma jovem prostituta ou alguém considerado desprezível, carregando a conotação de algo podre. No decorrer dos séculos, o termo foi quase sempre utilizado de forma pejorativa.
Na música, os primeiros registros do uso da palavra datam da década de 1960, quando críticos a utilizavam para descrever bandas amadoras que faziam um som cru e primitivo, associado ao garage rock. A partir daí, não demorou para que essa estética sonora simples e pungente se tornasse o movimento que se popularizou com os Ramones e toda a cena em torno do CBGB — que teve o fanzine Punk, fundado em 1975, como precursor na divulgação do punk rock.
Antes de Ramones, Sex Pistols e The Clash, porém, já existiam bandas como The Velvet Underground, The Stooges, MC5, New York Dolls, The Sonics e Death, que estabeleceram essa sonoridade visceral, crua e intensa. Retrospectivamente, críticos e escritores de rock passaram a rotular esses grupos como proto-punk.
O punk rock gerou diversas derivações e subgêneros, sendo o Hardcore Punk e o Pop Punk aqueles que conseguiram maior visibilidade e sucesso comercial.
A estética punk e os métodos "faça você mesmo" influenciam a moda e a mídia em geral, contribuindo para o crescimento do cenário indie, com o surgimento de gravadoras independentes e a consolidação da cultura dos fanzines.











