A Rolling Stone publicou a última entrevista de Lou Reed, realizada no dia 21 de setembro deste ano, com a diretora Farida Khelfa, durante as filmagens de um anúncio de fones de ouvidos.
Nesta conversa, o ex-Velvet Underground falou da sua relação com a música. "O som é mais do que apenas ruído. A minha vida é a música".
"Sei como é que gosto que as coisas soem. Não gostaria de ouvir Beethoven sem o baixo, os violoncelos, a tuba. É muito importante. O hip-hop tem um baixo trovejante. Tal como Beethoven. Sem baixo, parece que foi amputado, que não tem pernas".
Queixando-se da fraca qualidade do som dos CDs, Reed afirmou ainda que estava melhorando a qualidade sonora do seu catálogo. "Remasterizei todos os meus álbuns, aproveitando a nova tecnologia. E foi tão bonito que me fez chorar. O som atinge-me de forma muito emocional. Os sons são o inexplicável. Há um som que ouve na tua cabeça, nos teus nervos, no teu sangue correndo. É incrível ouvir isso".
"A primeira recordação sonora que todos temos deve ser o coração da nossa mãe batendo. Desde que somos uma ervilhinha, crescemos ouvindo ritmos. E depois há os sons da natureza. O som do vento. O som do amor".
"Fazemos aquilo que amamos... ou vamos presos", disse ainda Lou Reed, sobre a razão pela qual dedicou a sua vida à música.
Entretanto, em entrevista à revista Q, Kirk Hammett, do Metallica, comentou que Lou Reed, com quem a sua banda trabalhou em 2011, estava sempre preocupado com a saúde.
Segundo o guitarrista, quando Reed ia jantar com o Metallica, "pegava no menu do restaurante e começava a cantar: nada de açúcar! Nada de açúcar! Não quero açúcar, nada de açúcar!".
Reed morreu a 27 de outubro, aos 71 anos.
