Wado despontou na cena independente brasileira em 2001, com o lançamento de Manifesto da Arte Periférica, pelo selo Dubas. Sua música, marcada pela combinação de samba, rock, funk, afrobeat, música eletrônica e outras vertentes da MPB, foi bem recebida pela crítica.
Nascido em Florianópolis, em 5 de julho de 1977, Oswaldo Schlikmann Filho mudou-se para Maceió aos oito anos de idade. Antes de iniciar a carreira solo, integrou o grupo Santo Samba. Mais tarde, também participou da criação do Fino Coletivo, com o qual lançou os álbuns Fino Coletivo (2007) e Copacabana (2010).
Depois de Manifesto da Arte Periférica, Wado lançou Cinema Auditivo em 2002, pelo selo Outros Discos. No ano seguinte, foi uma das atrações do TIM Festival. Sob o nome Wado e Realismo Fantástico — referência à banda que o acompanhava —, apresentou em 2004 A Farsa do Samba Nublado, também editado pela Outros Discos.
Em 2008, lançou de forma independente Terceiro Mundo Festivo, disponibilizado gratuitamente para download. No ano seguinte, chegou Atlântico Negro, editado em CD pela Pimba Records. O trabalho estreitou as relações do compositor com as matrizes africanas e incluiu trechos de textos do escritor moçambicano Mia Couto.
Com participações de Zeca Baleiro, Curumin, Fábio Góes, Chico César, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Samba 808 foi disponibilizado gratuitamente em outubro de 2011 e ganhou edição em CD no início de 2012, pela Pimba Records. Em 2013, Wado lançou Vazio Tropical, produzido por Marcelo Camelo e com participações de Cícero e Momo.
O álbum 1977, cujo título faz referência ao ano de nascimento do artista, chegou em 2015. O disco conta com convidados como Lucas Silveira, da banda Fresno, em “Cadafalso”, o português Samuel Úria, em “Deita”, a mexicana Graciela María, em “Galo”, e Marcelo Camelo, em “Palavra Escondida”. No ano seguinte, Wado apresentou Ivete, trabalho no qual dialoga com o axé e outros ritmos ligados à música baiana.
Em 2018, o cantor e compositor lançou Precariado, álbum produzido por ele próprio e marcado pelo encontro entre samba, experimentação eletrônica e uma abordagem contemporânea da música brasileira. O disco foi incluído em listas de melhores lançamentos nacionais daquele ano. Ainda em 2018, chegou o registro Wado ao Vivo no Rex.
A discografia de Wado se expandiu com A Beleza que Deriva do Mundo, mas a Ele Escapa, trabalho de caráter mais intimista lançado em 2020, e Wado Acústico, de 2021. Em 2022, o músico apresentou Wado e o Bloco dos Bairros Distantes em: O Disco Mais Feliz do Mundo, Vol. 1.
O artista manteve o ritmo de produção em 2023, quando lançou dois projetos: MARXWADO, álbum realizado em parceria com Patricia Marx, e o trabalho solo O Clube dos Jovens de Ontem. Este último foi finalista do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) entre os melhores discos brasileiros daquele ano.
Em 2024, uniu-se a Zeca Baleiro em Coração Sangrento, álbum pelo selo Saravá Discos que ampliou sua trajetória de colaborações. No ano seguinte, lançou seu 14º álbum solo, Obstrução Samba (2025), trabalho lançado pelo selo LAB 344 e inspirado no documentário As Cinco Obstruções (de Lars von Trier e Jørgen Leth), construído a partir de recriações e releituras de faixas do álbum Gira, de Momo.
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