Lily Allen ataca pirataria musical, Radiohead e Pink Floyd; Patrick Wolf complementa ataque na internet

Lily Allen ataca pirataria musical, Radiohead e Pink Floyd; Patrick Wolf complementa ataque na internet

A britânica Lily Allen, que se apresenta esta semana no Brasil, escreveu ontem um post em seu blog do MySpace sobre os efeitos nocivos da pirataria musical, atacando pelo caminho músicos de grandes bandas como Radiohead e Pink Floyd por dizerem que está tudo bem. A cantora arranjou um aliado de peso: Patrick Wolf, escalado para a edição deste ano do Planeta Terra Festival, subscreve o que Allen disse e acrescenta alguns pontos também.
 
Primeiro, Lilly Allen diz que a " pirataria musical está tendo um efeito perigoso na música britânica”, acrescentando logo em seguida que " alguns artistas realmente ricos e bem sucedidos como o Nick Mason (Pink Floyd) ou Ed O'Brien (Radiohead) não pensam da mesma forma", referindo-se a um artigo no jornal Times em que os músicos referidos se mostram pouco preocupados com a troca de música ilegal.
 

"Provavelmente está tudo bem para eles, que esgotam turnês em grandes salas e têm as maiores coleções de Ferraris do mundo. Para os novos talentos, no entanto, a troca de arquivos é um desastre e está fazendo com que seja cada vez mais difícil as novas bandas afirmarem-se", diz a cantora. Allen explica também que tudo o que os artistas fazem lhes sai do bolso: "Quando consegue um contrato, todos os vídeos e posters que divulgam seu álbum têm de ser pagos e, enquanto artista tem que pagar por eles". Referindo-se à sua situação particular, acrescenta ainda: "Acabei de pagar todo o dinheiro que devia à minha gravadora. Tenho a sorte de ter tido sucesso e conseguido pagar tudo, mas nem todo mundo tem a mesma sorte".
 
 
O estado das coisas, segundo Allen, reduz a música britânica assinada pelas gravadoras aos "fantoches de Simon Cowell" (olheiro de gravadora que se tornou conhecido com os programas de novos talentos Ídolos e America's/Britain's Got Talent): "A falta de dinheiro faz com que as pessoas responsáveis pela procura de novos talentos não possam arriscar e só assinem artistas que acham que serão rentáveis, o que novamente faz com que a música britânica tenha se transformado nos fantoches de Cowell".
 
 
Depois de elogiar sites como o Spotify e MySpace , que "não roubam os artistas", porque permitem que as pessoas "ouçam as músicas e vejam se gostam delas antes de as comprar", Allen termina da seguinte forma: " É este o caminho que queremos para a música britânica? Agora, obviamente que vou beneficiar com a luta contra a pirataria, mas penso que se não a combatermos, a música britânica vai sofrer". 
 
 
Patrick Wolf, partindo da leitura do texto de Allen, fala também da situação degradante da maioria das grandes gravadoras “que têm mais dívidas do que aquilo que se possa imaginar”, antes de explicar a sua situação atual: "Não vivo o estilo de vida dos helicópteros e limusines. Estou neste momento decidindo se gasto o meu último dinheiro, que ganhei nos concertos que fiz este ano, gravando as cordas e os coros do meu novo álbum ou reservo até Dezembro, este é apenas um exemplo de como muitos outros artistas vivem".
 
 
"Enquanto músicos, temos de pagar aos outros músicos e equipe que nos acompanham, bem como os managers e acima de tudo os advogados e contadores... Se vocês não pagarem pela música, como é que os músicos de amanhã e de hoje conseguem sobreviver. Nos sete anos que passei neste negócio, vi incontáveis gravadoras de música falirem e estúdios de gravação fecharem ou a serem vendidos a imobiliárias que depois constroem complexos luxuosos de apartamentos".
 
 
Para finalizar, o músico diz: "Penso que é o momento de nós, enquanto músicos, falarmos sobre estes assuntos. Senti-me mesmo inspirado pelo que a Lily escreveu no seu blog. O melhor que consigo dizer é que estou no mesmo barco que vocês e que o barco está afundando... Mas o que é a vida sem esperança!! Vamos dar início a um novo futuro... Pensar de onde vem toda a música boa... Façam o que possam para proteger a música de que gostam, invistam em compras físicas, pensem em toda a máquina que transforma a sua banda favorita tão fabulosa e inspiradora... E de como eles deveriam ser capazes de sobreviver tão bem quanto vocês (...) Lily... Força aí...".  (Blitz)
 
 
 
 
 
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