O influente jornalista musical Simon Reynolds tem um novo registro para ser lançado no próximo mês de junho. Still in a Dream: Shoegaze, Slackers and the Reinvention of Rock, 1984–1994 traça a chegada e auge do shoegaze, do slacker rock e do grunge, num período no qual as guitarras ruidosas e os sons oníricos trouxeram inovação à música feita fora do Mainstream.
Em entrevista ao site The Quietus, Reynolds explica sua ligação com aquela época e a motivação para escrever o livro:
Certamente ajudou ter entrevistado quase todos os grupos, muitas vezes mais de uma vez, naquela época, e poder recorrer a um arquivo de artigos musicais que acumulei dessa época. Meu maior recurso eram minhas próprias memórias de cobrir a música da época conforme ela se desenrolava. Foi a vez que mais me diverti escrevendo um livro – quase como uma viagem no tempo.
Os nomes das bandas envernizados na capa de Still in a Dream já entregam as memórias resgatas por Reynolds nesse trabalho. Dentre esses nomes estão Cocteau Twins, Spacemen 3, My Bloody Valentine, Sonic Youth, Dinosaur Jr., Galaxie 500, Slowdive e Pavement. A própria capa já nos remete a arte da icônica capa do álbum Loveless (1991) do My Bloody Valentine.
Para quem conhece o trabalho do jornalista inglês é fácil captar a ideia de que Still in a Dream é uma continuação de Rip It Up and Start Again: Post-Punk 1978-1984, livro no qual o jornalista explora a era do pós-punk.
Simon Reynolds
Nascido em 1963, Reynolds começou sua carreira no semanário inglês Melody Maker em 1986. Ele também contribui para publicações como The Guardian, Spin, Rolling Stone, The New York Times, Uncut, The Wire, Pitchfork, entre outros.
Seus principais livros são o citado Rip It Up and Start Again, Energy Flash: A Journey Through Rave Music and Dance Culture, sobre cultura rave, e Retromania: Pop Culture's Addiction to Its Own Past, no qual explora a obsessão da cultura pop em sempre se alimentar do passado.
Apesar de ser considerado um renomado escritor sobre cultura pop, Simon Reynolds não tem seus livros lançados no Brasil em português. A exceção é uma coletânea de críticas musicais e entrevistas, intitulada Beijar o Céu, lançada em 2006 pela Editora Conrad.












