Formado no Recife em 2001, o Mombojó se destacou entre os principais nomes da música pernambucana surgidos após o movimento manguebeat. Sua formação original reunia Felipe S. (voz e guitarra), Francisco “Chiquinho” Moreira (teclados e samplers), Marcelo Campello (violão e cavaquinho), Marcelo Machado (guitarra), Rafael Torres (flauta, trombone e violão), Samuel Vieira (baixo) e Vicente Machado (bateria). Combinando rock, música eletrônica, samba, bossa nova, jazz e psicodelia, o grupo conquistou projeção nacional com Nadadenovo, lançado em 2004. O álbum ganhou grande circulação pelo país ao ser distribuído encartado na revista OutraCoisa, projeto do músico Lobão.
Em 2006, a banda lançou seu segundo álbum, Homem-Espuma, pela gravadora Trama. Produzido por Daniel Ganjaman e Lúcio Maia, o trabalho contou com participações de Tom Zé, Céu, Fernando Catatau e Daniel Belleza, ampliando as possibilidades sonoras apresentadas na estreia. Nos primeiros anos de carreira, a banda também foi reconhecido com dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
A trajetória do grupo sofreu um duro abalo em julho de 2007, com a morte precoce de Rafael Torres, aos 24 anos. No ano seguinte, Marcelo Campello deixou a banda. Reorganizado como quinteto, o Mombojó lançou Amigo do Tempo em 2010. Em 2013, apresentou 11º Aniversário, disco comemorativo que reuniu releituras de seu repertório, participações de artistas como Nação Zumbi, China e Cannibal, além da faixa inédita “Procure Saber”.
O álbum Alexandre, lançado em 2014, trouxe novas parcerias internacionais e nacionais. Laetitia Sadier, da banda britânica Stereolab, participou de “Summer Long”. A cantora Céu colaborou em “Diz o Leão” e Dengue, da Nação Zumbi, em “Cuidado, Perigo!”. A sintonia com Sadier deu origem ao projeto paralelo Modern Cosmology, que lançou o EP Summer Long (2017) e o álbum What Will You Grow Now? (2023), aprofundando a mistura entre psicodelia, pop experimental e música brasileira.
Paralelamente, em 2020, o Mombojó lançou Deságua, trilha sonora do filme homônimo realizado em parceria com Ana Souto e Luan Cardoso. Em 2024, a banda revisitou a obra de Alceu Valença no álbum Carne de Caju, trabalho dedicado a releituras de clássicos do compositor pernambucano.
Em 2026, ano em que celebrou 25 anos de carreira, a banda lançou Solar. Produzido por Léo D — parceiro do grupo desde Nadadenovo —, o álbum reúne oito faixas inéditas e explora uma sonoridade mais eletrônica e dançante. O trabalho conta com participações de Laetitia Sadier, Letrux, Sofia Freire, Domenico Lancellotti e General Elektriks.
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