A cantora, compositora e multi-instrumentista americana Julia Holter, nascida em Milwaukee, Wisconsin, e criada em Los Angeles, despontou no início da década de 2010 com uma música que transita entre art pop, indie, música eletrônica e influências da composição de vanguarda. A artista lançou seu álbum de estreia, Tragedy, em 2011, pelo selo Leaving Records.
Ekstasis, seu segundo álbum, saiu em março de 2012 pelo selo RVNG Intl. O disco ampliou a visibilidade da cantora, cujo trabalho passou a ser associado a artistas que transitam entre pop experimental, música eletrônica e composições de caráter mais atmosférico, como Kate Bush, Laurie Anderson, Stereolab, Julianna Barwick, Joanna Newsom e Grouper.
Em 2013, ela lançou Loud City Song, trabalho inspirado livremente no universo de Gigi, obra da escritora francesa Colette posteriormente adaptada para o cinema. Dois anos depois, chegou Have You in My Wilderness, álbum que aproximou suas experimentações de estruturas mais tradicionais do pop e se tornou um dos trabalhos mais celebrados de sua carreira.
Em 2017, Julia Holter lançou In the Same Room, álbum gravado ao vivo em estúdio no qual revisitou músicas de diferentes momentos de sua discografia. Um novo trabalho de estúdio chegou em 2018 com Aviary, disco expansivo que reforçou o caráter experimental de sua música. Após um intervalo de quase seis anos, a cantora retornou em 2024 com Something in the Room She Moves, trabalho marcado por arranjos fluidos e pela combinação de improvisação, art pop, jazz e música eletrônica.
Em agosto de 2026, ela lançou Materia, álbum de sete faixas concebido como um complemento — ou uma espécie de sequência — de Something in the Room She Moves. O trabalho recupera ideias, gravações e possibilidades desenvolvidas durante e depois das sessões do disco de 2024, ao mesmo tempo que apresenta novas composições gravadas com sua banda entre turnês.
Materia explora diferentes caminhos a partir da própria canção “Materia”, originalmente lançada em Something in the Room She Moves. Em “Materia 2”, Holter transforma a composição com drum machine, baixo fretless de Devra Hoff e clarinete de Chris Speed, enquanto seus vocais se entrelaçam aos da compositora e cantora experimental Jessika Kenney.
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