Um dos principais nomes do shoegaze, o My Bloody Valentine foi formado em Dublin, na Irlanda, em 1983, por Kevin Shields (guitarra), Colm Ó Cíosóig (bateria) e David Conway (vocais). Completada pela tecladista Tina Durkin, a formação inicial explorava uma sonoridade próxima do pós-punk, ainda distante das guitarras envolventes que tornariam a banda uma referência do rock alternativo.
Após uma passagem pela Europa continental, o grupo gravou em Berlim o miniálbum This Is Your Bloody Valentine, lançado em 1985 pela Tycoon Records. O trabalho recebeu pouca atenção e, naquele mesmo ano, a banda se estabeleceu em Londres. Com a saída de Tina, Debbie Googe assumiu o baixo. Vieram então o EP Geek!, ainda em 1985, e The New Record by My Bloody Valentine, em 1986.
Em 1987, a banda lançou o single “Sunny Sundae Smile”, pela Lazy Records. Pouco depois, Conway deixou o grupo, e a entrada da vocalista e guitarrista Bilinda Butcher consolidou a formação que se tornaria mais conhecida, com Shields também assumindo os vocais. Os lançamentos seguintes, o single “Strawberry Wine” e o miniálbum Ecstasy (ambos daquele ano), marcaram a transição definitiva para uma combinação única de melodias delicadas e guitarras distorcidas.
A conexão com a Creation Records resultou nos aclamados EPs You Made Me Realise e Feed Me with Your Kiss, lançados em 1988. Em novembro daquele ano, chegou Isn’t Anything, considerado o primeiro álbum de estúdio oficial da banda. O disco ajudou a estabelecer as bases do shoegaze, com vocais entrelaçados, guitarras de afinação aparentemente instável e uma abordagem de produção que transformava o ruído em elemento melódico.
Depois dos EPs Glider (1990) e Tremolo (1991), o My Bloody Valentine lançou sua obra-prima, Loveless, em novembro de 1991. Resultado de um longo e meticuloso processo de gravação, o álbum aprofundou as experiências sonoras do grupo e se tornou um dos trabalhos mais influentes da história do rock alternativo. Faixas como “Only Shallow”, “Sometimes” e “Soon” sintetizam primorosamente sua assinatura sonora baseada em distorção, texturas e atmosferas oníricas.
Em 1992, a banda assinou com a Island Records, mas as tentativas de produzir um novo álbum não resultaram em lançamentos naquele período. Ao longo da década, o grupo entrou em um prolongado hiato. A reunião só foi anunciada em 2007, e o retorno aos palcos aconteceu no ano seguinte, com turnês internacionais.
O aguardado terceiro álbum, m b v, foi lançado de surpresa em 2 de fevereiro de 2013, de forma independente, pelo site oficial da banda. Mais de duas décadas depois de Loveless, o trabalho retomou as texturas características do quarteto e abriu espaço para novas experiências rítmicas, especialmente em “Wonder 2”, que aproxima suas paredes de guitarras a elementos do drum and bass.
Em 2021, o My Bloody Valentine assinou com o selo Domino, que disponibilizou digitalmente seus três álbuns de estúdio e a coletânea EP’s 1988–1991 and Rare Tracks, além de relançar edições físicas remasterizadas dos discos.
Em novembro de 2025, o quarteto retornou aos palcos após sete anos de hiato em apresentações ao vivo, iniciando uma série de shows.
- Origem:
Álbuns em Destaque
Glider [EP]
1990
Ecstasy [EP]
1987














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